José António Tenente

Desde que em 1986 apresentou a sua primeira colecção, José António Tenente tem colaborado assiduamente com o universo do espectáculo. De entre as muitas figuras com quem trabalhou neste universo refiram-se André Gago, Beatriz Batarda, Carlos Avillez, Carlos Pimenta, Lúcia Sigalho, Maria Emília Correia, Pedro Gil, Tonan Quito, Benvindo Fonseca, Clara Andermatt, Paulo Ribeiro, Rui Lopes Graça ou Rui Horta. José António Tenente desenhou agora os figurinos para a nova produção da ópera Idomeneo, re di Creta de Mozart. A primeira questão que lhe coloquei foi pois, obviamente, ligada a esta obra. Desejei saber se a música de Mozart tinha influenciado directamente o seu trabalho.


É José António Tenente quem habitualmente constrói o ambiente visual e musical nas apresentações das suas colecções, isto é, é ele que escolhe a música que acompanha os diversos eventos. Aqui, pelo contrário, o estilista lida com uma música pré-escolhida por outros, uma música que lhe é “imposta”. A relação dele com a música torna-se diferente por isso?


Nos nossos dias já não tanto, mas tempos houve em que os cantores e cantoras de ópera eram quase invariavelmente “pesos pesados”, isto é, seres com corpos avantajados e com uma mobilidade por vezes reduzida. Como reage um estilista quando tem de vestir corpos assim?


Desejei saber, por último, se José António Tenente tem trechos preferidos nesta ópera e se sim quais são eles?


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